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  • Luizinho Moreira

Enquanto falta dinheiro para a cidade, sobra na Câmara Municipal


Quem denigre a imagem do político é ele mesmo, pelos seus próprios atos

Nos últimos meses, salvo engano, percebi um aumento considerável no descontentamento da sociedade com os nossos políticos, nossos representantes. E não é para menos!

Enquanto a sociedade enfrenta uma sucessão de problemas sociais, que vão do desemprego até a precariedade em alguns serviços básicos, os nossos representantes, com raríssimas exceções, esbanjam o dinheiro público com viagens desnecessárias.

Dias atrás o município recebeu uma ambulância do governo do estado, indicada por um deputado estadual. A divulgação é um procedimento comum no meio político, nada de anormal. Os veículos, como de praxe, ficam expostos defronte a prefeitura justamente para esta finalidade, principalmente para fotos.

No entanto, nas atuais circunstâncias, o que não é normal é um grupo de políticos viajarem, de Barroso para Belo Horizonte, apenas por uma fotografia ao lado de um pretenso candidato. Uma viagem que onerou os cofres do município em quase R$1mil.

De acordo com o Portal da Transparência, publicado pela própria Câmara de Barroso, de janeiro desse ano até hoje (25/04) foram gastos aproximadamente R$19mil com viagens. Desse total, cerca de R$16mil, no mínimo, foram desnecessários. O valor daria para adquirir cerca de 8 toneladas de arroz.

Diante dessas atitudes passamos a entender que não há crise financeira em Barroso. Há sim, crise ética e moral. Financeira, não! Não é o que parece.

Creio que o momento é propício para uma profunda reflexão dos nossos representantes quanto ao seu verdadeiro papel na Câmara de Vereadores.

Por exercerem uma função fiscalizadora, o exemplo deve partir deles, pois, o desgaste moral é bem maior. Nesse caso, a omissão de atitudes nos revela cumplicidades.


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