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  • Luizinho Moreira

Barroso: Dívidas elevadas com precatórios, receita insuficiente e muitos problemas



É inegável que o município de Barroso se tornou campeão em problemas. Problemas administrativos e de infraestrutura que há várias décadas vêm aumentando, desenfreadamente, apesar de alguns esforços.


Não é de hoje que as dívidas com precatórios vem causando insônia nos gestores. Afinal, são valores expressivos que engole uma fatia considerável da arrecadação da prefeitura.


De acordo com os dados publicados no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG os valores, sem atualização, chegam a R$ 8,4 milhões, com 34 precatórios. Quase 90% desse montante foram contraídos na década de 80 e 90, com apenas 3 precatórios. O restante (31) não chega a R$ 1,5 milhão.

Só para se ter uma ideia, a mesma dívida das cidades vizinhas de Barbacena e São João Del Rei, juntas, totaliza R$ 8,3 milhões; com o total de R$ 5,2 milhões e R$ 3,1 milhões, respectivamente.


Em outubro do ano passado, o Senado Federal aprovou a PEC 95/2019 - e já está em tramitação na Câmara dos Deputados - que prorroga até 2028 o prazo para estados e municípios quitarem seus precatórios.


Mesmo assim, diante dos graves problemas de Barroso, principalmente na infraestrutura, a situação da dívida continua alarmante. Ainda que a arrecadação tenha aumentado, a prefeitura continuará sem sustentabilidade financeira, pois os problemas continuam se elevando.


Logo, é possível afirmar que o atual Prefeito, Reinaldo Fonseca (PSDB), que, assim como os anteriores assumiu o município com parte dessa dívida, com certeza também deixará parcelas a serem pagas pelos próximos gestores.


Nesse caso, faltando poucos meses para as eleições municipais, é fundamental alertar aos pretensos candidatos quanto a importância de uma profunda avaliação, com lupa, dos problemas atuais: Obras inacabadas; edificações, praças, iluminação pública, veículos... em condições precárias; esgotamento sanitário e redes pluviais problemáticos; placas e nomenclaturas de vias públicas ineficientes... e assim por diante.


O cenário é péssimo. Não dá mais para continuar prorrogando os problemas discutindo somente as causas. É preciso debater o assunto com muita responsabilidade e focar, a partir de agora, nas conseqüências tão nocivas aos barrosenses. Se não, permaneceremos caminhando em círculo.


Na disputa eleitoral, encantar-se apenas com a arrecadação média mensal de R$ 3,4 milhões, sem considerar as despesas comprometidas e os problemas existentes, pode transformar o sonho dos futuros gestores e da própria sociedade em um enorme pesadelo.

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