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  • Luizinho Moreira

Prefeitura bate recorde de arrecadação em 2019. Mesmo assim, inspira cuidados


Com o valor do pré-sal mais o da dívida do Fundeb, a prefeitura de Barroso encerrou o ano com uma receita líquida de R$44,2 milhões, R$ 6,2 milhões a mais em comparação ao ano anterior. Um aumento de 16,31%, bem acima da inflação.


Os principais itens que contribuíram para o aumento da arrecadação foram: o FPM que passou de R$ 17,6 milhões em 2018, para R$ 19,2 milhões em 2019; e o ICMS que em 2018 foi de R$ 7 milhões, passando para R$ 7,7 milhões em 2019.


Sem os valores do pré-sal e a devolução da dívida do Fundeb – recursos não permanentes - ainda assim a receita líquida apresenta um acréscimo superior a R$ 4 milhões, ou seja, acima de 11% de aumento.


Considerando toda a receita líquida de 2019, o valor ultrapassa a arrecadação do ano de 2015, auge da expansão da LafargeHolcim em Barroso, que naquele ano chegou a R$ 43,8 milhões.

Em ano de eleição, sentir o aumento da arrecadação municipal, nesse patamar, pode encantar e seduzir os pretensos candidatos, mas é preciso ter muito cuidado. O aumento realmente é bom e atraente, mas não é suficiente para combater os problemas do município.


No passado, mesmo havendo alerta para esse fato - porém ignorado - a fascinação, somente pelas cifras, serviu apenas para agravar ainda mais os problemas.


Barroso, agora, precisa acordar, sair do munda da fantasia e adentrar ao mundo real. Não dá mais para continuar discutindo as causas dos problemas, é preciso focar nas consequências. Se não, permaneceremos caminhando em círculo.

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